19 de jul de 2014

Transformers 4: Você realmente não precisa ver esse filme.


Transformers é uma franquia que sofre um pouco, se formos parar pra pensar. Michael Bay, após dois filmes tristemente ruins, prometeu em A Era da Extinção trazer algo que creio que boa parte dos fãs da franquia de bonequinhos da Hasbro curte, Os Dinobots. Porém, o quarto filme da franquia de Optimus Prime parece ser nada mais de que 166 minutos de explosões e nada acotece fejoada. 


A Trama se passa 3 anos depois dos acontecimentos da batalha de Transformers 3. Os Autobots são caçados pelo Governo que tem um trato com Caçador de Recompensas Lockdown para conseguir achar o Líder Optimus e exterminar os seus seguidores para uma empresa de tecnologia criar seus próprios Transformers. Essa premissa do filme, é SENSACIONAL. Mas eles não exploram mais nada disso. Só usam isso como desculpa lá pra frente para trazer um dos melhores inimigos dos Autobots a tona no meio do filme. Só pra isso, mesmo. Nada demais, só uma pseudo-conspiraçãozinha pra você ficar empolgado com o conceito. 


E esse inimigo é nada mais, nada menos que Galvatron. Pra quem não sabe, no Longa Animado dos Transformers de 1987, o Planeta Transformer Unicron traz o vilão da série Megatron de volta após ele ser jogado para fora da nave dos Decepticons (AHUEHAUEHAUEHA) por Starscream. Porém dessa vez, não temos o Transformer devorador de Planetas. E sim por um Steve Jobs genérico, chamado Joshua Joyce (Stanley Tucci). Aliás, os personagens humanos desse filme são espetacularmente bizarros. Nosso protagonista da vez, Cade Yaeger (Mark Wahlberg) é um cientista falido que vive construindo coisas bizarras em seu celeiro no maior estilo Blankman e seu nunchaku giratório, acaba achando o Líder dos Autobots em um cinema abandonado (MAS HEIN?). Porém quando o filme precisa que ele seja um brucutu, ele consegue usar um rifle alienígena e atira como se fosse um Fuzileiro Naval e ainda por cima briga quase de igual pra igual com James Savoy (Titus Welliver), um cara de um esquadrão da morte militar como se fosse um Jason Bourne da vida (HAUEAUEAH). 


Recheado de Autobots que ninguém quase conhece - ou se importa - como Crosshairs, Hound, Drift (o ÚNICO que presta) e  o sempre lá Bumblebee. Que como sempre, tem um destaque que não é lá tão necessário. Já que tem horas que ele rouba a cena do Optimus. Aliás, como o Líder Optimus APANHA nessa franquia, puta que me pariu. Nunca vi ele realmente dando porrada e vencendo os caras como ele vencia no desenho. O filme é cheio de Deus Ex-Machinas de momento e no clímax, como por exemplo o namorado da Tessa (a delicinha Nicola Peltz) é um piloto de corrida quando eles precisam fugir dos carros do Esquadrão bizarro. O filme tenta criar uma historinha de amor entre os dois, que não cola em nada. Além também da relação de negação do Pai com o namorado da filha, que também não dá em nada. Nada nesse conflito acrescenta no filme e muito menos adiciona profundidade aos personagens. Eu sei que é um filme aonde temos Robôs contra Robôs, mas que faça igual a Pacific Rim e me entregue um pouco de consistência nesse Roteiro, Michael Bay.


Os Dinobots aparecem nesse filme. Na hora que eles aparecem e o Optimus começa a brigar (desnecessariamente) com o Grimlock tu pensa: "AH CACETE, AGORA VAI! VAMO LÁ MIGUEL BAÍA, COLOCA ESSES BICHOS PRA FODER COM OS DECEPTICONS!" Mas vocês acham que isso acontece? Claro que não. Grimlock e companhia viram bichinhos de estimação dos Autobots e você tem que se contentar com algumas cenas deles mordendo as dezenas de Decepticons que tem no filme, por que o Steve Jobs genérico clona o Megatron e acha que não vai acontecer merda nenhuma (HAUEHAUEHAUEH). 


Mas o filme é divertido, tem suas piadinhas lá e cá. O problema dele é que o enredo é tão fraco para sustentar um filme de quase 3 horas sem parecer massante e sem nenhum propósito. Se o filme fosse um pouco menos confuso e fraco de roteiro, talvez ele conseguisse se sustentar um pouco mais e ganhar alguns pontos a seu favor. Porém toda a confusão das batalhas continua. Talvez fosse digno o Michael Bay pegar umas dicas de como dirigir lutas de Robôs Gigantes com o Del Toro, namoralzinha. Fora isso, é um filme beem mais ou menos. Vá ver naquele dia que tu quer ir ao Cinema e não tem nada bom passando, que a massavéisse desse filme vai te suprir, mesmo que no final você fique maluco pra sair do cinema por que não aguenta mais coisas explodindo e confusão visual. 

Nota 5,5/10



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