3 de mai de 2014

Resenha de O Espetaculoso Homem Aranha 2: A Ameaça do Electro Stalker.




Antes de começar a resenha, eu queria fazer um breve disclaimer da minha parte. Quando eu era mais novo, eu gostava da Trilogia do Sam Raimi, hoje, vendo com olhos um pouco mais críticos, os filmes são intragáveis. O Tobey é um chorão, a Kristen Dunst é sem sal e só presta o Doctor Octopus e o JJ Jameson e a trilha sonora na trilogia inteira.


E aliás, se vierem de mimimi de que o Tobey Maguire era um melhor Homem Aranha, desiste. Aqui eu vou falar as minhas impressões de como Andrew Garfield se tornou para mim, a versão definitiva do Homem Aranha nos cinemas. Não digo em questão de qualidade cinematográfica, pois concordo que o primeiro filme não é lá essas coisas. Mas eu digo na personalidade do rapaz.


Porém, vou deixar isso pro final, vamos falar do filme. O Filme diferente da sua primeira versão, não tem nada que você possa implicar no quesito visual. Sinceramente, alguém gostaria de ver um cara Gigantossaurico de forte em um colã de Rinoceronte indo enfrentar o Homem Aranha? Não, né. A escolha para o Rhino ser uma armadura de combate faz muito mais sentido do que qualquer outra opção. O que eles iriam colocar, um lutador de UFC gigante numa roupa cinza?


Agora vamos falar de uma coisa que é foda, foda demais. O novo uniforme do Homem Aranha. Agora sim, é o Homem Aranha que você conhece dos quadrinhos, aquele Homem Aranha Magrelo, cabeçudo, que os olhos da roupa parecem serem maiores do que tudo, e que o crânio dele parece ser maior em relação ao resto do corpo. E nas cenas de ação, que são muito bem elaboradas por sinal, o Homem Aranha aparece totalmente solto e fazendo os movimentos de uma Aranha. E o CGI não fica mal feito, com o vemos no Demolidor, por exemplo. Cada cena em que temos o filme congelando alguns segundos durante os movimentos do Homem Aranha é um show a parte. Além é claro, do sentido de Aranha que dessa vez eles dão uma dimensão bem maior do que no primeiro filme. As lutas contra o Electro são um espetáculo visual e mostram o quão legal é ter um vilão que nem ele nos filmes.



A motivação dele é Genérica? É sim, eu concordo com qualquer um, mas tem um pequeno fundamento e é elaborada. Imagina se você, um zé ninguém que não tem porra nenhuma na vida é salvo por alguém? É claro que você vai ser eternamente grato a essa pessoa, até mesmo se você tiver tudo o que sempre quis. Imagina então se fosse o Homem Aranha? É claro que você tentaria agradecer. E nisso ele virou um Stalker maluco. Se você não acha plausível, tenta impedir sua namorada de ler suas mensagens, amigão.



Pra mim, o que todos reclamam do Electro deveria cair no Harry Osborn. Apesar do visual do Duende Verde ser bem melhor comparado ao da Trilogia Antiga, o Harry não tinha nenhuma motivação muito construtiva, a não ser a raiva de um adolescente por não ter o que consegue. Mas isso passa no exato momento em que ele aparece como Duende Verde e faz uma das lutas mais legais do filme contra o Homem Aranha, e com certeza, uma das cenas mais agoniantes devido ao que acontece com o Homem Aranha a seguir da batalha na Torre. (Que não é um segredo pra quem lê HQs, mas vamos deixar livre de spoilers, né? Galera anda reclamando muito na internet ultimamente)



Nesse filme, vemos a extensão da relação Gwen/Peter que continua muito bem feita pelo Andrew Garfield e a maravilinda da Emma Stone. Que mulher gata, meu deus. Mas voltando ao foco da resenha, a relação dos dois mostra-se evoluída, já que pelo o que se mostra no filme, passaram-se alguns meses, ou talvez um ano ou dois desde o primeiro filme.  O que importa é que a relação dos dois se mostra bem mais madura e menos melosa do que no primeiro filme, que tinha um foco enorme no romance dos dois.



O que pra mim ficou meio genérico, e é uma preocupação triste minha, foi a trilha sonora do filme. A Trilha do Danny Elfman conseguiu superar a do Hans Zimmer nesse quesito. Logo Hans Zimmer, que só tem feito trilhas fodásticas desde a trilogia Batman. A trilha ficou genérica e a música que parece que foi mais trabalhada mesmo foi o tema do filme, que aí sim parece um trabalho do Hans Zimmer. Tirando isso, uns Dubsteps randômicos quando o Electro entrava em cena e atacava, só. A Trilha ainda não é a ideal. Falta um tema marcante para o Homem Aranha como era a música da Abertura da Animação dos Anos 90. Que aliás, se usada no contexto dos dois filmes, encaixa maravilhosamente.




O Andrew Garfield consegue ser o que o Tobey Maguire nunca foi. Quando ele veste a roupa, consegue ter a desenvoltura que o Tobey jamais teve. Toda sua interação com os personagens no filme é muito boa, além da atuação do rapaz mesmo. É muito interessante e mostra como o Andrew Garfield, sendo um fã de quadrinhos e do próprio Aranha, mostrando que ele se importa de mostrar o lado extrovertido do personagem, além de todos os problemas pessoais que ele carrega. Diferente do Tobey Maguire que chorava o tempo todo. Até mesmo no fraco do primeiro filme, a atuação dele se destaca. O problema da galera que vai ao cinema, boa parte não é fã de Quadrinhos acha o Tobey melhor pelo simples fato de que: Boa parte, era criança quando passou a primeira trilogia. Por isso, muitos não aceitam a mudança por acharem que o personagem era definitivo por causa disso. Pra mim isso se chama nostalgia babaca, de gente que acha que o leite com pêrismo deles vai mudar algo. Mas tanto faz, essa galera não estraga o filme, só gera um floquismo de neve desnecessário ante dos filmes.



Porém, tanto faz nesse momento. O Filme é bem feito, as cenas de ação conseguem ser eletrizantes e o final constrói tudo para o terceiro filme, aparentando que vai ser bem melhor do que o terceiro daquela trilogia anterior.

É um filme 8/10, melhor que seus anteriores, mesmo ainda não sendo o ideal. Nos resta esperar o final da Trilogia.

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