29 de mai de 2014

A Última Caçada de Kraven

Bem Amiiiiches! Aqui quem fala é o Evand... Estagiário do HQFan e venho fazer uma resenha sobre uma das HQs mais fodas não só da Marvel como das histórias em quadrinhos. Sim, é essa HQ do título.



A história começa com Kraven e suas reflexões sobre como a vida dele está sem lugar no mundo presente e já sabe que em breve morrerá, mas tem um último trabalho a realizar. Enquanto isso, o Homem-Aranha vai dar um último adeus a um informante de rua que tinha morrido recentemente e depois disso começa a refletir sobre ele ainda ser um mortal e que provavelmente a morte chegará a ele algum dia. Vemos mais um pouco de Kraven se preparando executar seu plano final contra o aracnídeo e enfim vemos ele e o teioso se enfrentando. O que Parker não contava era que o caçador fosse aparecer com uma espingarda e depois de imobilizar e herói, da um tira a queima roupa nele.

A partir daí, vemos o vilão tomando o lugar do herói e buscando se mostrar SUPERIOR a ele ( heim!? heim!?). E assim começa a história, que por mais que seja conhecida pelo final que eu não to muito afim de mandar logo na cara, ela em todo é maravilhosa. Claro, não é uma história alegrinha do Aranha. Muito pelo contrário, ela tem toda uma atmosfera sombria característica das histórias do Morcega. Além disso, os diversos quadros de pensamentos e alucinações dão a história um ar intimista. Não chega a ser filosófico, mas ela passa todas as incertezas e medos que os personagens enfrentam.




Antes que eu me esqueça, Parker e Mary Jane estão casados e você tem um pouco dessa relação deles, onde MJ teme pela vida do amado por causa... pô, você sabe. Isso contribui para a manutenção do clima sombrio, com as diversas referências ao fato da morte estar presente e ela não perdoar ninguém. Não só isso como a presente figura do Rattus( Quem?????), um mendigo que foi transformado num monstro depois de sofrer experimentos do Barão Zemo, matando e devorando diversas pessoas ao redor da história mantém um clima de perigo eminente.

De uma forma mais objetiva, J M DeMatteis fez um roteiro incrível, conseguindo  trazer o amigão da vizinhaça numa história Dark e ainda ser ele, com seus medos e angústias. Não só isso, Kraven também está incrível, em suas loucura que o próprio não admite ou tenta justifica-la; ou então é um cara idealista que simplesmente se acabou pirando nas ideias por causa do Aranha. Não só isso tudo como também é mostrado o medo que o próprio tem e a sua superação para atingir o almejado objetivo e sua paz de espírito para aceitar que ele cumpriu a sua missão. Poucas vezes se mostra como se pode humanizar vários personagens sem apelar - tanto -  para o elemento trágico e sim investindo em suas emoções e sentimentos.

O trabalho de Mike Zeck está igualmente fudido. Sem contar o fato do Homem-Aranha estar usando o uniforme preto na época - o que com certeza ajuda a história a manter o seu clima - ele conseguiu transportar os vários momentos de sanidade e loucura que a história apresenta. Não só isso, como o fato do Peter  pouco aparecer sorrindo ou fazendo piadinhas, sempre se mantendo numa pose tanto séria como triste e o plano sequência dos enterros como do momento máximo do Kraven na história estão não somente bem feitos como icônicos. Bob Mcleod fez um ótimo trabalho de arte finalização, pois a arte final é espetacular.



Por fim, só resta a dizer que é algo que todo leitor de quadrinhos deveria dar uma chance. Não peço pra que você mostre pro seu sobrinho de 12 anos esse troço, afinal ainda é uma HQ um tanto pesada mesmo sendo do amigão da vizinhança, mas ainda é uma belíssima aquisição. A Salvat ( patrocina a gente, Salvat!) lançou recentemente uma versão encadenada capa-dura dela por míseras 30 Dilmas e está maravilhosa. Procure rápido por essa beleza que é algo que todos deveriam dar uma olhada.

Nota: 10

Obs:

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