20 de jan de 2014

Resenha: Blue Exorcist!


 Algumas vezes eu circulei esses sites que disponibilizam animes de graça e muitas delas eu vi um anime chamado "Ao no Exorcist". Com meu conhecimento de linguística apurado, consegui lembrar que "ao" significa azul e "exorcist", bom, vocês podem imaginar. Como eu não conhecia esse anime de 24 ou 26 episódios e minha meta era descobrir se Saint Seiya Ômega era uma merda (e é), ignorei e baixei o meu objetivo.

Ok, na minha cidade aqui no interior tem uma única banca, a Banca do Silney, um cara que em outros tempos te expulsaria da banca se você apenas desse uma folheada na revista e não comprasse, mas que hoje em dia é tranquilo ao ponto de me deixar pagar todas as minhas revistas no fim do mês. Como de costume, entrei na banca, cumprimentei o Silney e fui ver o que tinha de novo. Algumas coisas da Marvel, uma edição atrasada de Cavaleiros do Zodíaco e um mangá cujo design da capa não podia deixar de me chamar a atenção. Faz um bom tempo que não acompanho um mangá. Ok, eu li Naruto até a edição 43, mas após isso, não havia muita coisa que me chamasse a atenção. Gosto do design de Bleach, mas por algum motivo não saí da edição 6. Recentemente assisti Fullmetal Alchemist Brotherhood (meu anime e mangá preferido, confesso) e Saint Seiya - The Lost Canvas, que chama a atenção por sua qualidade visual e narrativa atual, tendo todo o potencial pra ser a frente da nova geração, ao invés daquela bosta do Ômega. E só. Mas este mangá tinha algo diferente.



Bom, o nome do mangá em questão é Blue Exorcist. Na hora o primeiro pensamento foi "uau, excelente design de personagem", seguido de um "será que é o mangá daquele tal de 'Ao no Exorcist'?" Comprei, fiz uma postagem da capa no Instagram com a pergunta "E aí, alguém sabe se é bom?" e o que não faltou foi elogio ao anime. Ok, vamos ler então!

Blue Exorcist, da gatinha Kazue Kato, conta a história de Rin Okumura, um moleque que vive com seu irmão gêmeo, Yukio Okumura, sob a tutela de um padre (que errado, cara...) exorcista em uma igreja.  Acontece que Rin é nada mais nada menos que FILHO de Satã, uma artimanha do capiroto pra poder ter um corpo  o qual possa possuir no mundo físico, já que nenhum corpo é capaz de suportar uma posso chefão dos demônios. E ele descobre isso da maneira mais trágica possível. Por um instante, Satã invade o corpo do padre, que Rin e Yukio consideram como pai, para fazer contato com seu filho. Isso leva o corpo do padre (juro que não tô lembrando o nome dele) à degradação e à morte do velho. Rin jura, então, vingar a morte de seu pai adotivo, o padre exorcista, e assim, nada menos que eliminar Satã. Não vou falar muito além disso, só o que se precisa saber é que o que se segue é muito divertido.

Um dos melhores mangás que eu li na atualidade. Como já comentei, o design é extremamente atraente, não é daquele tipo de mangá que você vê erros óbvios de anatomia. Segue o esquema básico de preto e branco: tons escuros preenchidos totalmente com preto, o que não é escuro está totalmente branco e as retículas são usadas apenas quando necessário (diferente, por exemplo de Cavaleiros do Zodíaco, cujas página são completamente cheias de retículas, exceto em alguns momentos). Isso aliado a hachuras extremamente bem traçadas, usadas no momento certo dão uma agilidade única ao mangá.

A ação corre muito bem, às vezes com um final um pouco fora do esperado, mas nem por isso menos surpreendente. Se você quiser fazer uma comparação, em DragonBall, Goku apanha e enchia seus inimigos de porrada e após vencê-los, se tornava amigo deles e seguiam juntos na jornada. Rin Okumura é um pouco diferente. Ele luta com seu adversário e durante ou no final da luta toma uma atitude que faz seu adversário mudar de opinião, isso sem prejudicar em nada toda a empolgação gerada no conflito. talvez haja algo a aprender com esse moleque.

As histórias são muito bem desenvolvidas, é do tipo de mangá que te dá uma alegria em acompanhar. E vou dizer uma coisa, fazia muito tempo que eu não gargalhava com uma revista em quadrinhos. Tem piadas que são inseridas rapidamente, mas que se você estiver atento, vão te fazer rir e se divertir muito.

Apesar do anime ter tido apenas 24 episódios, o mangá vem sendo publicado desde 2009 em terras nipônicas, o que vai nos garantir um bom tempo ainda de diversão.



Nota: 9 de 10, com toda a felicidade de alguém que leu muuuuito mangá quando era adolescente e achou um motivo pra voltar a ler. E a edição brasileira não deve em nada à original japonesa!

Blue Exorcist, da  JBC
R$11,90 - 180 páginas - Mensal
@Renan_Ishin

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