14 de jan de 2014

Finalmente, Last Of Us. - Por Igor Pontes.






Atenção, esse post pode ter alguns leves Spoilers e muitos sentimentos. Não garanto nada que não tenham spoilers pesados nos comentários. Ouça a trilha sonora e embarque comigo na resenha. :)



Eu estava em casa quando do nada pipocou na minha timeline um link com o nome do Jogo: “Last Of Us”. Foi aí que minha paixão pelo jogo começou. Acompanhei gameplay, review, tudo o que eu podia acumular da experiência de assistir e entender a história eu fiz.

Só me faltava jogar o jogo. E essa sensação, meus amigos, é indescritível. Não vou nem comentar dos gráficos impressionantes, que mostram como que mesmo sendo uma máquina já ultrapassada, o Playstation 3 ainda nos rende uma pérola tão linda como Last Of Us.  Eu até então não tinha nenhum motivo para comprar um PS3, até conhecer o jogo. E devo admitir que foi o dinheiro mais bem gasto da minha vida. A jogabilidade é uma das coisas mais interessantes do jogo, você ao criar itens, tem que fazer ele no meio do combate, e sempre escondido e com um tempo limitado de certa forma, enquanto tem um cara te procurando.



No mundo real você não tem Pause para fazer as coisas, e Last Of Us mostra que o jogo também não precisa.

Talvez seja o jogo que mais me despertou o sentimento de imersão desde quando eu era um garoto de 8 anos e treinava meu Feraligatr no objetivo de ser o melhor treinador da minha escola. Nem mesmo Skyrim conseguiu me inserir tanto assim na história e me fazer sentir algo pelos personagens.



Ah, os personagens. Last Of Us é um prato cheio para quem gosta de personagens construídos ao longo dos conflitos. Todas as cutscenes, todo o conflito, toda a convivência entre a Ellie e o Joel te fazem pensar como um ser humano pode se importar com o outro, como uma pessoa pode ter tanto carinho por uma pessoa que ele foi conhecendo ao longo daquele tempo.



Talvez, se eu fosse Pai eu sentiria ainda mais o impacto do jogo sobre mim. Quem jogou entende do que eu tô falando. O jogo te mostra como o mundo é, sem nenhum pudor ou rédea da sociedade. Last Of Us solta a coleira do ser humano num mundo pós-Apocalíptico tão bem feito que você se torna o Joel. Você acaba entendo e gostando daquela menina que está ali e é um fardo para você. 



Você percebe o quão importante é fazer um mundo melhor para aquela garota, mesmo que seja da forma mais egoísta o possível. A humanidade não tem preço quando você tem alguém que se importa correndo algum risco, e o jogo te mostra isso ao longo de toda a história que eu não canso de dizer que é uma das coisas mais emocionantes que eu já tive o prazer de conhecer ou assistir. 



Last Of Us é uma joia entregue pela Naughty Dog para aqueles que têm o Playstation 3. É uma pena ser um exclusivo, o que priva as pessoas que escolheram o Xbox 360 como console dessa geração. Mas se você tiver um Playstation 3, compre o jogo. Jogue ele, sinta, corra o perigo que os personagens estão correndo. Sinta o peso da trilha sonora.



Ah, a trilha sonora. Quer coisa mais bem encaixada nesse jogo do que as músicas? Todas, todas elas são lindas de chorar. Trabalho que foi construído enquanto o jogo estava sendo produzido, não feita completamente e depois inserida ao jogo. Isso só mostra o cuidado que a Naughty Dog teve ao produzir esse jogo. Só mostra o quanto ele é perfeito em seus detalhes e no que ele tenta passar pra você. Se você olhou Last Of Us e achou que ele fosse simplesmente mais um jogo de Zumbi e fechou a cara para o jogo, eu peço de todo coração que você jogue. Jogue e tenha uma das grandes experiências que seu Playstation 3 vai te proporcionar. Eu garanto que vai valer a pena.



Não vou dar Nota, por que não é um jogo que necessite de notas. É um jogo que simplesmente precisa que você o pegue e jogue de coração aberto, que você fique imerso na história. Você vai virar a madrugada, passar noites sem dormir, perder algumas horas da sua vida no jogo. E vai valer a pena cada tempo gasto, cada segundo admirando essa obra maravilhosa que com certeza, é um dos melhores jogos dessa geração, se não o melhor.


Apesar de que ele não precisa de nenhum rótulo, ele só precisa ser o que ele é. O último de nós. :)

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