5 de nov de 2013

Crítica: Thor - O Mundo Sombrio, por Renan Ishin

Quando eu assisti ao primeiro Thor, assim que cheguei em casa escrevi a crítica do filme para um HQFan ainda muuuuito jovem  e sem formação de caráter. Entre os muitos elogios tecidos ao filme, o mais importante pra mim foi dizer que dá, sim, pra adaptar algo e fazê-lo com excelência.  Dessa vez, tudo o que tenho a dizer é: a sequência superou o primeiro. Em tudo. Seja no aprofundamento do relacionamento do deus do trovão com Jane Foster, seja na personalidade de personagens secundários, seja nos conflitos, nas buscas, na forma de enxergar esse universo. Tem uma hora que um desconhecido fala "Como assim sair daqui, é o Thor que tá lá fora, girando o martelo e tudo". OK, se num primeiro momento tínhamos um universo que precisava ser apresentado e tomar forma, agora temos um universo que tem tanto dos Quadrinhos quanto os próprios quadrinhos.




Sobre o vilão
OK, eu não li muito de Thor além de "O Renascer dos Deuses" e algumas outras HQs. Baixei algumas, mas ainda não li, então o que sei de Malekith vem de notícias do Omelete ou de citações. O que posso dizer é que o vilão é fraco, mas não atrapalha. Ele cumpre o papel de ser mau e ter um plano maligno, mas não vai muito além disso. Graças a ele temos excelentes combates e cenas espetaculares de invasão (que chegam a lembrar muito o Star Trek do Abrams), mas nem de longe tem uma atuação cheia de maestria como Loki no primeiro filme da franquia.  Loki tinha presença, enquanto Malekith é apenas um vilão OK.
Loki, o que todos mais esperam que apareça durante o filme, está quase tão genial quanto em Vingadores. Parece que exigiram um pouco menos de Tom Hiddlestom, talvez propositalmente, não sei, mas isso não impede nem de longe de nos proporcionar cenas sensacionais, que só o deus da trapaça é capaz de fazer.

O Deus do Trovão

Quando o primeiro filme terminou, alguns, especialmente alguns blogs, reclamando do filme e de como Thor se transforma de rebelde e exibido em herói da justiça, merecedor do Mjonir, e isso foi mal desenvolvido, assim como seu relacionamento com Jane Foster. Eu discordei e chamei todo mundo de idiota (e mantenho minha opinião). Thor 2 aprofunda a relação com sua mortal preferida (cujo papel no filme é de extrema importância) ao mesmo tempo em que a experiência do primeiro filme somada ao que aconteceu em Vingadores transforma o caráter de Thor e nos mostra um cara nem um pouco fanfarrão. Assim, a evolução que foi cobrada que acontecesse em 1 filme pode ter seus aspectos avaliados em 3. Thor cresceu e é o herói que vemos nos Quadrinhos.

A Ação
Ação! Ação! Ação! Ela está por toda parte dos Nove Reinos. Todos os conflitos do filme são muito legais, mas, sem dar spoilers, o confronto final é um dos melhores e mais bem planejados da Marvel Studios. Melhor até que o confronto em Vingadores, que é por si só um espetáculo, ou seja, não diminui nada em Vingadores, mas é superior ao menos no quesito porradaria final.
Bom, eu não sou bom com críticas, não pra escrevê-las, pelo menos, então vou fechar por aqui antes que eu me empolgue e fale demais. Ah, vale ainda falar que o 3D está ok apenas. Assistam em 2D que vai valer mais a pena.


O que tenho a dizer é que este já é um dos meus filmes preferidos. É melhor que Thor 1 (que eu curti muito) e só não supera Vingadores porque o filme da equipe lida com muito mais elementos em tela do que a sequência de Thor.
In Marvel Studios we trust pra caralho.
Era pra isso ter saído no sábado, mas sou organizado demais pra isso.

Ishin

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