13 de jan de 2011

Star Wars - Episode I. Mangá!

Nova Trilogia sem duvidas gera polêmica entre os admiradores de Star Wars. Muitos odeiam, muitos amam. De uma forma ou de outra, o mundo assistiu a essa retomada da saga dos Skywalkers e, como toda boa franquia, gerou seus filhos em outras mídias.


Há muitos anos, no início da década, a editora JBC trazia ao Brasil uma adaptação de Star Wars - Episódio I (í): A Ameaça Fantasma. Originalmente lançada como one shot nas terras dos olhos puxados, por aqui foi devededo em dois volumes pela editora. Nesta época, os mangás ainda estavam em fase de difundição (ou difundimento, ou espalhamento, ou espalhação) pelas nossas terras. Daí então, para os fãs desavisados, a JBC (ou a distribuídora) fez o que outras editras já haviam feito em outros títulos em outras épocas: espelhar a arte para adaptar ao público ocidental (nós). Assim, logo de cara vemos uma página inteira dedicada a explicar o motivo do espelhamento e que, em virtude disso, a maioria das cenas estaria em sentid invertido a filme. Então, se algum desocupado como eu se preocupasse em ficar comparando as cenas do mangá com o filme, ele não se chocaria com essa inversão.


A adaptação é parte de uma iniciativa da Lucas Books em transformar todos os filmes em mangás. Assim, temos uma edição para cada episódio da saga, sendo que, os 3 primeiros mangás, com os 3 primeiros filmes que na verdade são os últimos (Rá! Te deixei confuso!) foram divididos em 4 edições no Brasil. Cada um dos episódios da saga foram feitos por um artista diferente e na época de seu lançamento, os episódios II e III ainda não haviam ido às telonas e por isso não foram adaptadas também

O Episódio I trás a arte de Kia Asamia, responsável também por Batman Manga. O traço de Asamia difere de muita coisa que vemos por aí, até mesmo fugindo às vezes dos olhos grandes e optando por olhos que lembram olhos "normais" levemente estilizados. Talvez seja a arte dele ponte perfeita entre o quadrinho de super-herói americano e as aventuras japonesas. O ponto que peca sem dúvidas é a velocidade como as coisas ocorrem. A narrativa é acelerada demais e sem dúvida, se fosse readaptada ao cinema baseando-se nos conceitos visuais do mangá, sem duvidas teria um timing diferente do que vimos no longa metragem. Por exemplo, é raro encontrar quadrinhos sem falas e os quadros são pequenos demais para conter a grandiosidade do que o filme tenta nos passar, tudo para caber num volume menor que os demais de sua coleção. Basicamente, ele foi decupado demais.


Tirando esses pequenos defeitos, sem dúvidas é uma boa adaptação do longa ao meio ao qual se propõe e deve agradar aos fãs da saga. Quando adquiri as minhas edições, cada uma custou R$3,90 (quando mangá no Brasil era barato). Vale a pena pela diversão e pra ter na sua coleção de quadrinhos.

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