28 de nov de 2010

A História do Mangá - Parte 4

Que outro canal se disponibilizaria a levar tantos animes ao ar quanto a saudosa casa de Cavaleiros do Zodíaco? Um período de silêncio reinou no mundo dos animes (dramático assim mesmo).
Em 18 de setembro de 2000, liderado pela gostos… belíssima heroína Kira  (nada a ver com Death Note) e seu amigo Grande Olho, estréia o Band Kids (pergunta em que canal). Renata Sayuri, que interpretava Kira, trazia todos os dias uma seleção de animes que, embora não fosse tão extensa quanto a da Manchete, trazia de volta a alegria da nação otaku e despertava milhares de outros para as produções orientais.

 Dragon Ball Z, El Hazard, Bucky e algumas séries americanas faziam parte do programa. Nessa época, incontáveis  revistas estampando o rosto de Goku e cia. surgiram (assim como ocorreu com a Herói, na “Era Cavaleiros”). DragonBall Z havia firmado seu público. Inclusive, a própria Kira entrevistou Wendel Bezerra, o dublador de Goku (confira no final da matéria). Lembro muito bem quando vi a mesma Kira falando sobre uma certa revista de DragonBall. Não entendi na hora o que era, mas como Son Goku estava na capa desta também, corri pra banca pra adquirí-la. Era toda em preto e branco e “começava” com uma mão enorme mostrando que você estava começando a ler pelo lado errado. A editora Conrad havia feito algo de muita coragem para a época: lançar para todo o país uma história em quadrinhos fora do convencional, que deveria ser lida da maneira tradicional japonesa (direita para a esquerda) e em preto e branco (uma imposição da distribuidora). Outros mangás famosos já foram publicados em nossa terra, na maioria com mudanças, como o “efeito espelho” em Ranma 1/2 e Lobo Solitário. A editora correu o risco, investiu e ganhou o público. Pouco tempo depois, os mesmos Cavaleiros do Zodíaco que arrasaram o país (no melhor dos sentidos) ganharam também sua própria publicação. DragonBall e Cavaleiros do Zodíaco eram editados por Cassius Medauar e Sidney Gusman, que ficaram conhecidos por serem os primeiros a editar mangás no sentido oriental aqui no Brasil. Outras editoras perceberam o agrado ao público e passaram a investir também.

De forma tímida, outros títulos eram lançados e a diversidade aumentava. Após alguns anos, o mangá estava em todos os cantos do país.

Abaixo a entrevista de Kira com Wendel Bezerra.

comments powered by Disqus

Copyright @ 2013 HQFan Beta.

Distributed By Blogger Themes | Designed by Templateism | MyBloggerLab